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Agora não adianta reclamar, inteligentes dirigentes!

Inteligentes e dirigentes são palavras que rimam, mas que definitivamente não andam nem próximas.

No dia 20 de Abril postei o seguinte texto: http://opiniaoesportiva.com.br/a-legalidade-imoral-da-federacao-paulista-de-futebol/.

No texto eu discordava das possíveis alterações dos jogos da fase final do Paulistão, afinal o regulamento permite que a FPF faça isso.

Termino o texto dizendo que “Ou você acha que a FPF não está utilizando o regulamento para barganhar poder junto aos clubes do interior?

Apesar que os clubes grandes merecem, todos farinhas do mesmo saco!

Só esqueci de citar que a FPF tem um camarote no Morumbi e que o novo presidente da CBF é São Paulino e aliado do presidente da FPF, que por sua vez sonha ser o sucessor da entidade que comanda o futebol brasileiro.

Dito tudo isto, a confirmação de que os dois jogos das finais do Campeonato Paulista 2012 serão no Morumbi não me causa espanto.

Mesmo depois do presidente da FPF, Marco Polo Del Nero, afirmar ao Blog do Perrone, no dia 29 de Fevereiro, que respeitaria a vontade dos clubes sobre onde jogar a partir das oitavas-de-final (então porque não elimina o artigo do regulamento?).

Mesmo o Guarani tendo manifestado interesse em fazer o primeiro jogo no Brinco de Ouro e o Santos querendo os dois jogos no Pacaembu (se o Guarani pudesse jogar no Brinco, o Santos preferia mandar o segundo jogo na Vila).

O que só confirmar que enquanto a FPF barganha poder, os clubes grandes merecem sofrer.

Enfim uma rima perfeita!

Em tempo: O São Paulo nega aproximação com a CBF e José Maria Marin, apesar de não se manifestar contrário as declarações da imprensa. Segundo sua diretoria, o São Paulo não foi, nem será, beneficiado com isso (com o que eu concordo), mas toda essa história de poder na CBF, amplamente divulgado na imprensa, acabou com os seguidos erros e prejuízos que aconteciam durante a administração anterior.

A legalidade imoral da Federação Paulista de Futebol

Vocês já devem ter escutado sobre a Federação Paulista de Futebol ter o mando de campo das partidas finais do Campeonato Paulista 2012.

Pois bem, resolvi conferir e mandei um e-mail para o Ouvidor da FPF, Domingos Cangiano Filho (registre-se a rápida e clara resposta).

Após ler o e-mail recebido, ler o REC – REGULAMENTO ESPECÍFICO DO CAMPEONATO PAULISTA 2012 e o RGC – REGULAMENTO GERAL DAS COMPETIÇÕES da FPF, constatei que a Federação detém o direito de definir o local dos jogos das quartas-de-final, semi-finais e dos dois jogos da final, conforme descrito nos artigos 4º e 5º e nos parágrafos do art. 5º.

Alguns poderão dizer que isso não é deter o mando, e que nesse caso a FPF se reserva ao direito de mudar o Estádio por questões de segurança e capacidade.

Balela, pois o RGC – REGULAMENTO GERAL DAS COMPETIÇÕES, no art. 33º e seus vários parágrafos cita as quantidades mínimas de lugares permitidos para cada série do campeonato, bem como determina as regras sobre aprovação de laudo técnico, o documento que permite a utilização do Estádio, e que Compete ao Departamento de Segurança e Prevenção da FPF aprová-lo.

Outros dirão que mesmo assim não é deter o mando, pois a renda dos jogos ainda será do clube melhor classificado tecnicamente, de acordo com as regras do REC.

Outra balela!

Na última terça-feira, 17/04/12, foi realizada reunião arbitral na FPF, envolvendo os oito clubes classificados para as quartas-de-final, e nessa reunião ficou decidido que o valor mínimo de ingresso de arquibancada será de R$40,00 para as fases finais da competição (prática prevista no art 19º do REC) e que a renda das partidas será dividida igualmente entre as equipes, independentemente de quem vença ou de quem tenha melhor classificação pelos critérios técnicos do REC.

E o REC é claro quanto a questão técnica. Quem tem mais pontos tem o mando de jogo nas quartas e semi, e o mando do segundo jogo, o da volta, na final. Ressaltando que a pontuação continua sendo somada nos jogos das fases de quartas-de-final e semi-finais.

Estou insistindo na questão técnica, pois o Estatuto do Torcedor (Lei Nº 10.671, de 15 de Maio de 2003), diz o seguinte:

Art. 10. É direito do torcedor que a participação das entidades de prática desportiva em competições organizadas pelas entidades de que trata o art. 5º seja exclusivamente em virtude de critério técnico previamente definido.

Alguns advogados entendem que não está sendo ferido o Estatuto do Torcedor por conta do ‘Direito Disponível’, um direito que você tem (nesse caso ser o dono do mando de campo), mas que pode dispor dele sem prejuízo legal, o que aconteceu quando todos aprovaram o regulamento (no conselho técnico realizado antes do Campeonato) que dizia que a FPF poderia escolher o local do jogo.

Eu não concordo, inclusive porque o art. 15º do Estatuto do Torcedor é claro:

Art. 15. O detentor do mando de jogo será uma das entidades de prática desportiva envolvidas na partida, de acordo com os critérios definidos no regulamento da competição.

Entidade de prática é o clube, a FPF é entidade de administração.

Considerando que existe a brecha do ‘Direito Disponível’, que o aumento do ingresso era previsto no REC, e que novamente os clubes concordaram com a divisão de renda, mesmo sendo realizada votação e três deles terem sido contrários, podemos dizer então que não há nada ilegal nisso.

Mas de imoral tem, e muito.

Ou você acha que a FPF não está utilizando o regulamento para barganhar poder junto aos clubes do interior?

Apesar que os clubes grandes merecem, todos farinhas do mesmo saco!

Link para os regulamentos e o Estatuto:
REC - RGC - ESTATUTO DO TORCEDOR

Outro torcedor em estado grave depois da briga entre torcidas no domingo

Não bastasse a morte de um torcedor, André Alves, outro torcedor está em estado grave, vítima da violência que ocorreu domingo, seis horas antes de começar o clássico Corinthians X Palmeiras, longe aproximadamente oito quilômetros do Estádio do Pacaembu.

E na tentativa de minimizar os riscos de novos confrontos, e atendendo solicitação que partiu da Delegacia de Polícia de Repressão aos Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), a FPF proibiu o acesso das torcidas Gaviões da Fiel e Mancha Alviverde nos estádios de São Paulo. “A proibição ocorre até que sejam apurados os fatos e os responsáveis punidos nos termos da legislação em vigor (Estatuto do Torcedor)”, informa a nota oficial da Federação.

A assessoria da Gaviões da Fiel diz “lamentar a punição imposta à entidade sem provas, já que a Polícia Militar presenciou a briga e não prendeu os responsáveis”.

Por outro lado, a Mancha Alviverde publicou uma carta de repúdio à suspensão imposta pela Federação Paulista de Futebol, que a proibiu de ir aos estádios. De acordo com o documento, a Mancha foi vítima de emboscada da Gaviões da Fiel, teve quatro membros baleados e não merecia a punição. Além disso, um trecho da carta questiona “ATÉ QUANDO A TORCIDA DO TIME DO EX PRESIDENTE LULA FICA IMPUNE A TUDO? QUE FAZ QUEBRA QUEBRA EM PORTA DE CT AO VIVO NA TV, DÁ TIROS E MATA E NÓS DA MANCHA CARREGAMOS A SINA ETERNA DE VIOLENTOS E AGRESSORES, E AGORA DE CRIMINOSOS? (SIC)”, além da organizada dizer que Marco Polo Del Nero, presidente da FPF e conselheiro palmeirense, age como um ‘eleitoreiro’ para chegar à CBF.

As organizadas defendem-se do indefensável, mesmo que neste caso uma ou outra esteja isenta de culpa, e a Polícia e a FPF jogam para a torcida.

A proibição das organizadas dentro dos estádios não ajuda em nada na diminuição da violência cometida por bandidos disfarçados de torcedores.

Faz muito tempo que a polícia consegue coibir ações violentas dentro dos estádios, e exatamente por este motivo as torcidas começaram a organizar verdadeiras guerras em pontos distantes do local do jogo, podendo assim saciar a sede de sangue e barbárie que domina parte de seus integrantes.

A atitude é inócua no combate a violência.

A sociedade precisa de algo definitivo e que tenha efeito rápido, não de uma peneira para taparmos o sol.

Bandidos não podem ser confundidos com torcedores de futebol

Ontem, 25 de Março de 2012, a violência fez mais uma vítima em São Paulo.

Andre Alves, também conhecido como Lezo, integrante da Mancha Alvi Verde, morreu com um tiro na cabeça.

No dia 29 de Agosto de 2011, Douglas Karin Silva, integrante da Gaviões da Fiel, foi encontrado morto 36 horas depois de ter sido espancado e jogado no Rio Tietê.

Comenta-se que a revanche entre as torcidas culminou na morte ontem.

Duas pessoas vítimas de violência, que não pode ser confundida com o futebol.

Esse caso não é do esporte, é da sociedade.

Uma sociedade que não educa, não tem valores, vive de jeitinhos e de levar vantagem, querendo sempre vencer pela força.

Uma sociedade que forma bandidos, muitas vezes com o conhecimento até dos familiares mais próximos, que nada conseguem fazer para evitar.

E os bandidos que estavam nessas duas confusões, e provavelmente nesta lista deva ser incluído os nomes das vítimas (eu disse provavelmente), não podem ser confundidos com torcedores.

São bandidos, e assim e nesta forma devem ser julgados e punidos.

E se as brigas entre eles são marcadas pela internet, a polícia já deveria ter estruturado equipe de pesquisa para acabar com isso. Hoje com as ferramentas tecnológicas disponíveis, não é trabalho do mais complicados.

Feito isso e depois de todos presos, a pena deveria ser das mais duras possíveis dentro do código penal, pois esse é outro problema nacional ao lado da quase inexistente fiscalização, as penalizações são sempre muito abaixo do que poderiam ser, com base nas brechas da lei, ou ainda em leis extremamente antigas e desatualizadas.

O futebol nada tem a ver com o que aconteceu ontem em São Paulo, ou na sexta em Campinas, ou no dia 1 de Fevereiro de 2012 no Egito.

Isso é um problema policial, e como tal deve ser tratado.

E que não apareçam promotores públicos querendo usar o assunto como trampolim político.

Quantas outras vidas perdidas serão necessárias para nossos governantes abrirem os olhos?

A aposentadoria do Santo

Marcos Roberto Silveira Reis, nascido em Oriente – S. P., no dia 4 de agosto de 1973, anunciou sua aposentadoria do futebol.

Marcos fez toda sua carreira em um único clube, o Palmeiras, onde foi campeão brasileiro, da Copa do Brasil, Paulista, Libertadores, entre outros títulos.

Pela seleção brasileira foi campeão da Copa América, da Copa das Confederações e Campeão Mundial em 2002.

Marcão começou no Palmeiras em 1992 e, entre outros fatos importantes, recusou proposta do Arsenal no ano que disputou a 2ª divisão do brasileirão pelo Palmeiras.

Lá ele substituiria David Seaman, aquele que levou o gol do Ronaldinho na falta/cruzamento em 2002.

Ganharia mais dinheiro e não passaria pelo vexame da 2ª divisão.

Resolveu ficar no Palmeiras, afinal aqui ele já era São Marcos, apelido que recebeu em 1999, depois de ser o principal responsável pela conquista da Libertadores.

Nos tempos modernos é o maior ídolo da torcida palmeirense.

Igual ao Rogério Ceni no São Paulo, mas diferente.

Igual porque Rogério Ceni também é o maior ídolo dos tempos modernos no tricolor.

Diferente porque São Marcos conseguiu um feito impossível no futebol atual.

Ele não tem rejeição das outras torcidas, o que é exatamente o inverso de Rogério Ceni.

E por mais que possa parecer exagero, ele realmente não tem nenhuma rejeição.

E quem escreve isso é um cara que estava no Morumbi nos quatros jogos da Libertadores entre Corinthians e Palmeiras, torcendo para o Corinthians.

Um cara que sofreu bastante com São Marcos naqueles jogos.

Mas, deve confessar, está bem mais triste hoje com o anuncio da sua aposentadoria.

Um jogador sincero, com alma verdadeira, engraçado e autêntico.

O futebol brasileiro perde um ídolo.

O Palmeiras perde, talvez, o maior ídolo de todos.

Um Santo que já me fez rir e chorar.

Obrigado por tudo!

O que Felipão e Kleber tem em comum?

Você deve ter respondido nada, pelo menos pelas últimas declarações de ambos na imprensa.

Mas eu te digo: São investimentos altíssimos, com baixa, ou nenhuma, rentabilidade

Não, não me parece que o Felipão ou o Kleber fazem ou fizeram corpo mole.

Também não acho que são pessoas de má índole.

De todo modo, tenho certeza que se encaixam perfeitamente no grupo dos que ganham muito para pouco, ou quase nenhum, resultado.

E apesar disso não ser exclusividade deles, vamos focar nesses dois personagens.

O Felipão técnico começou a carreira no CSA de Maceió. Depois passou por Brasil de Pelotas, Juventude, Al Shabab – Arábia, Grêmio, Al Qadsia – Kuwait, Seleção do Kuwait, Palmeiras, Seleção Brasileira, Seleção Portuguesa, Chelsea e Bunyodkor. Foi campeão do mundo em 2002, e de lá pra cá nenhum título. O título de 2009 pelo Bunyodkor fica a seu critério, porque para mim vale menos que brigar para não cair no Brasileirão.

Kleber começou a carreira no São Paulo, depois Dínamo de Kiev, Palmeiras, Cruzeiro e agora Grêmio. Ganhou alguns títulos, todos sem expressão, como por exemplo o Paulista e o Mineiro. O que mais chama a atenção no entanto nem é a falta de um título importante, mas sim o baixo número de gols. Só para você ter uma ideia, pelo Palmeiras foram 123 jogos e só 39 gols. Pouco para um atacante, não?

Os números acima mostram como esses dois personagens não justificam o alto salário que recebem, ainda mais se considerarmos que o Palmeiras, mesmo com remotas possibilidades, ainda luta para escapar do rebaixamento.

Mas alguns vão dizer que o futebol é assim, como o exemplo do Adriano no Corinthians, entre outros, onde paga-se muito e não se tem como efetivamente cobrar o alcance das metas estabelecidas.

E o que mais estranho é a postura dos clubes que reclamam do cenário, mas na primeira oportunidade oferecem caminhões de dinheiro para contratar um técnico ou um jogador simplesmente ‘jogando para a torcida’, sem criar um mecanismo de avaliação de currículo e faixas salariais compatíveis com o nível do contratado.

Se isso fosse levado em conta certamente o Felipão não ganharia R$800 mil por mês, nem o Kleber estaria sendo contratado por R$500 mil por mês.

O lado de lá, o de cá… E o muro!

Todos os dias temos novas notícias do Palmeiras circulando, e nunca são boas.

Nem quando as entrevistas dos jogadores estão proibidas reina a paz. E não venham me falar que alguém vaza, porque isso ocorre em todos os times, em todos os locais.

O Palmeiras está dividido em três lados, e cada qual só pensa no seu, nunca no clube.

O lado de lá e o de cá são os já conhecidos lados do Felipão e do Frizzo, e vocês decidam quem é o de lá e quem é o de cá.

Ambos estão errados.

Pelo lado do Felipão o erro é não conseguir acertar o time. Não adianta vir a público e dizer que está com vergonha de como o time está jogando, até assumindo certa responsabilidade, mas com resultados sempre desastrosos.

O maior exemplo, não o único, foi o jogo contra o Atlético de Goiás, um time com 2 jogadores a mais não pode tomar o empate num lance bobo como aconteceu. A armação da equipe foi mal feita, e isso é o mínimo que podemos esperar de um técnico.

Pelo lado do Frizzo falta o bom senso de dar a tranquilidade que a equipe precisa para jogar. E ainda por cima, sabendo que o clima está péssimo, para que criticar publicamente jogadores?

Se bem que, isso é o máximo que dá para esperar dos dirigentes mal preparados que comandam nosso futebol.

Por fim tem o muro!

E lá em cima, sentado tranquilamente está o presidente. Nada faz, apenas assiste seu clube cada vez pior, afinal já são 12 anos sem um título de expressão sequer.

E não adianta falar que a administração anterior deixou uma herança maldita, afinal isso já era sabido por todos nas eleições, e a função dele é exatamente corrigir isso.

Se bem que esse discurso foi usado também pela gestão passada, e provavelmente será usado pela futura.

Todas trabalhando em 3 turnos, oficialmente e nos bastidores, para acabar de vez com o Palmeiras.

Minha brincadeira profética está cada vez mais deixando de ser uma brincadeira, e logo mais no Parque Antarctica veremos uma outra placa de obras, a que anunciará a extensão do Shopping Bourbon!