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Mais uma convocação do Mano

A Seleção Brasileira foi convocada para uma série de quatro amistosos: Dinamarca (26 de maio), Estados Unidos (30 de maio), México (3 de junho) e Argentina (9 de junho).

Só que o que mais chamou a atenção durante o anuncio da lista foi a bela peruca do presidente da CBF, José Maria Marin.

Quanto aos convocados, uma discordância aqui, outra ali.

Não concordo com Bruno Uvini e Danilo. O primeiro é fraco, o segundo não é mais lateral direito faz tempo.

De bom nisso tudo ficou a não convocação de Ronaldinho Gaúcho, que pela fase dele não está jogando nem pra ser titular do Olaria.

Aqui fica a dúvida se o corte foi natural (decisão do técnico), ou uma imposição do presidente.

Mas o que importa é que não está.

E vamos esperar para ver no que dá!

Em tempo: Marquinhos, do Corinthians, é melhor que Bruno Uvini, e Fagner, do Vasco, é melhor que Danilo.

O ‘mimimi’ interminável do futebol

Até quando jogadores, técnicos e dirigentes vão continuar com o mimimi e deixar de lado suas reais responsabilidades?

No último domingo foi o Leão e os dirigentes do São Paulo contra o Neymar.

Porque o Neymar faz firula, porque o Neymar cai muito, porque ele isso, porque ele aquilo.

O mais engraçado é que todas as vezes que o Neymar perde, ninguém fala nada.

Se ele faz firula com a bola no pé e com o jogo rolando, vai lá e toma a bola dele, mete 4 gols no Santos como fez o Barcelona e pronto.

Depois vieram os presidentes de Guarani e Santos, reclamando da marcação dos dois jogos das finais do Paulista.

Não concordaram em dar o poder para a FPF antes do campeonato começar? Então vai chorar na cama que é lugar quente.

E para acabar em grande estilo, o novo presidente do Corinthians, Mário Gobbi, reclama da Conmebol e da arbitragem, diz que a Libertadores é uma várzea, e que o Brasileiro e o Paulista são maiores que a Libertadores.

Primeiro porque o Emelec não deixou o Corinthians fazer o reconhecimento do gramado, e mandou o time treinar num campo sem condições. Segundo porque o árbitro deu 8 cartões para o Corinthians (7 amarelos e 1 vermelho) e só dois (amarelos) para o Emelec. Por fim, depois de muita falácia, diz que não vai protestar oficialmente contra a Conmebol.

Concordo com a bronca sobre a proibição do Emelec para o Corinthians realizar o reconhecimento do gramado, e não concordo com a reclamação sobre a arbitragem, mas se ele se sentiu tão prejudicado, que reclame onde é seu dever e direito, e não fique apenas fazendo pose na frente das câmeras de TV.

Enfim, muito mimimi para pouco resultado.

E, apesar de estar sendo repetitivo, são todos, sem exceção, farinha do mesmo saco!

Agora não adianta reclamar, inteligentes dirigentes!

Inteligentes e dirigentes são palavras que rimam, mas que definitivamente não andam nem próximas.

No dia 20 de Abril postei o seguinte texto: http://opiniaoesportiva.com.br/a-legalidade-imoral-da-federacao-paulista-de-futebol/.

No texto eu discordava das possíveis alterações dos jogos da fase final do Paulistão, afinal o regulamento permite que a FPF faça isso.

Termino o texto dizendo que “Ou você acha que a FPF não está utilizando o regulamento para barganhar poder junto aos clubes do interior?

Apesar que os clubes grandes merecem, todos farinhas do mesmo saco!

Só esqueci de citar que a FPF tem um camarote no Morumbi e que o novo presidente da CBF é São Paulino e aliado do presidente da FPF, que por sua vez sonha ser o sucessor da entidade que comanda o futebol brasileiro.

Dito tudo isto, a confirmação de que os dois jogos das finais do Campeonato Paulista 2012 serão no Morumbi não me causa espanto.

Mesmo depois do presidente da FPF, Marco Polo Del Nero, afirmar ao Blog do Perrone, no dia 29 de Fevereiro, que respeitaria a vontade dos clubes sobre onde jogar a partir das oitavas-de-final (então porque não elimina o artigo do regulamento?).

Mesmo o Guarani tendo manifestado interesse em fazer o primeiro jogo no Brinco de Ouro e o Santos querendo os dois jogos no Pacaembu (se o Guarani pudesse jogar no Brinco, o Santos preferia mandar o segundo jogo na Vila).

O que só confirmar que enquanto a FPF barganha poder, os clubes grandes merecem sofrer.

Enfim uma rima perfeita!

Em tempo: O São Paulo nega aproximação com a CBF e José Maria Marin, apesar de não se manifestar contrário as declarações da imprensa. Segundo sua diretoria, o São Paulo não foi, nem será, beneficiado com isso (com o que eu concordo), mas toda essa história de poder na CBF, amplamente divulgado na imprensa, acabou com os seguidos erros e prejuízos que aconteciam durante a administração anterior.

A legalidade imoral da Federação Paulista de Futebol

Vocês já devem ter escutado sobre a Federação Paulista de Futebol ter o mando de campo das partidas finais do Campeonato Paulista 2012.

Pois bem, resolvi conferir e mandei um e-mail para o Ouvidor da FPF, Domingos Cangiano Filho (registre-se a rápida e clara resposta).

Após ler o e-mail recebido, ler o REC – REGULAMENTO ESPECÍFICO DO CAMPEONATO PAULISTA 2012 e o RGC – REGULAMENTO GERAL DAS COMPETIÇÕES da FPF, constatei que a Federação detém o direito de definir o local dos jogos das quartas-de-final, semi-finais e dos dois jogos da final, conforme descrito nos artigos 4º e 5º e nos parágrafos do art. 5º.

Alguns poderão dizer que isso não é deter o mando, e que nesse caso a FPF se reserva ao direito de mudar o Estádio por questões de segurança e capacidade.

Balela, pois o RGC – REGULAMENTO GERAL DAS COMPETIÇÕES, no art. 33º e seus vários parágrafos cita as quantidades mínimas de lugares permitidos para cada série do campeonato, bem como determina as regras sobre aprovação de laudo técnico, o documento que permite a utilização do Estádio, e que Compete ao Departamento de Segurança e Prevenção da FPF aprová-lo.

Outros dirão que mesmo assim não é deter o mando, pois a renda dos jogos ainda será do clube melhor classificado tecnicamente, de acordo com as regras do REC.

Outra balela!

Na última terça-feira, 17/04/12, foi realizada reunião arbitral na FPF, envolvendo os oito clubes classificados para as quartas-de-final, e nessa reunião ficou decidido que o valor mínimo de ingresso de arquibancada será de R$40,00 para as fases finais da competição (prática prevista no art 19º do REC) e que a renda das partidas será dividida igualmente entre as equipes, independentemente de quem vença ou de quem tenha melhor classificação pelos critérios técnicos do REC.

E o REC é claro quanto a questão técnica. Quem tem mais pontos tem o mando de jogo nas quartas e semi, e o mando do segundo jogo, o da volta, na final. Ressaltando que a pontuação continua sendo somada nos jogos das fases de quartas-de-final e semi-finais.

Estou insistindo na questão técnica, pois o Estatuto do Torcedor (Lei Nº 10.671, de 15 de Maio de 2003), diz o seguinte:

Art. 10. É direito do torcedor que a participação das entidades de prática desportiva em competições organizadas pelas entidades de que trata o art. 5º seja exclusivamente em virtude de critério técnico previamente definido.

Alguns advogados entendem que não está sendo ferido o Estatuto do Torcedor por conta do ‘Direito Disponível’, um direito que você tem (nesse caso ser o dono do mando de campo), mas que pode dispor dele sem prejuízo legal, o que aconteceu quando todos aprovaram o regulamento (no conselho técnico realizado antes do Campeonato) que dizia que a FPF poderia escolher o local do jogo.

Eu não concordo, inclusive porque o art. 15º do Estatuto do Torcedor é claro:

Art. 15. O detentor do mando de jogo será uma das entidades de prática desportiva envolvidas na partida, de acordo com os critérios definidos no regulamento da competição.

Entidade de prática é o clube, a FPF é entidade de administração.

Considerando que existe a brecha do ‘Direito Disponível’, que o aumento do ingresso era previsto no REC, e que novamente os clubes concordaram com a divisão de renda, mesmo sendo realizada votação e três deles terem sido contrários, podemos dizer então que não há nada ilegal nisso.

Mas de imoral tem, e muito.

Ou você acha que a FPF não está utilizando o regulamento para barganhar poder junto aos clubes do interior?

Apesar que os clubes grandes merecem, todos farinhas do mesmo saco!

Link para os regulamentos e o Estatuto:
REC - RGC - ESTATUTO DO TORCEDOR

Outro torcedor em estado grave depois da briga entre torcidas no domingo

Não bastasse a morte de um torcedor, André Alves, outro torcedor está em estado grave, vítima da violência que ocorreu domingo, seis horas antes de começar o clássico Corinthians X Palmeiras, longe aproximadamente oito quilômetros do Estádio do Pacaembu.

E na tentativa de minimizar os riscos de novos confrontos, e atendendo solicitação que partiu da Delegacia de Polícia de Repressão aos Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), a FPF proibiu o acesso das torcidas Gaviões da Fiel e Mancha Alviverde nos estádios de São Paulo. “A proibição ocorre até que sejam apurados os fatos e os responsáveis punidos nos termos da legislação em vigor (Estatuto do Torcedor)”, informa a nota oficial da Federação.

A assessoria da Gaviões da Fiel diz “lamentar a punição imposta à entidade sem provas, já que a Polícia Militar presenciou a briga e não prendeu os responsáveis”.

Por outro lado, a Mancha Alviverde publicou uma carta de repúdio à suspensão imposta pela Federação Paulista de Futebol, que a proibiu de ir aos estádios. De acordo com o documento, a Mancha foi vítima de emboscada da Gaviões da Fiel, teve quatro membros baleados e não merecia a punição. Além disso, um trecho da carta questiona “ATÉ QUANDO A TORCIDA DO TIME DO EX PRESIDENTE LULA FICA IMPUNE A TUDO? QUE FAZ QUEBRA QUEBRA EM PORTA DE CT AO VIVO NA TV, DÁ TIROS E MATA E NÓS DA MANCHA CARREGAMOS A SINA ETERNA DE VIOLENTOS E AGRESSORES, E AGORA DE CRIMINOSOS? (SIC)”, além da organizada dizer que Marco Polo Del Nero, presidente da FPF e conselheiro palmeirense, age como um ‘eleitoreiro’ para chegar à CBF.

As organizadas defendem-se do indefensável, mesmo que neste caso uma ou outra esteja isenta de culpa, e a Polícia e a FPF jogam para a torcida.

A proibição das organizadas dentro dos estádios não ajuda em nada na diminuição da violência cometida por bandidos disfarçados de torcedores.

Faz muito tempo que a polícia consegue coibir ações violentas dentro dos estádios, e exatamente por este motivo as torcidas começaram a organizar verdadeiras guerras em pontos distantes do local do jogo, podendo assim saciar a sede de sangue e barbárie que domina parte de seus integrantes.

A atitude é inócua no combate a violência.

A sociedade precisa de algo definitivo e que tenha efeito rápido, não de uma peneira para taparmos o sol.

Bandidos não podem ser confundidos com torcedores de futebol

Ontem, 25 de Março de 2012, a violência fez mais uma vítima em São Paulo.

Andre Alves, também conhecido como Lezo, integrante da Mancha Alvi Verde, morreu com um tiro na cabeça.

No dia 29 de Agosto de 2011, Douglas Karin Silva, integrante da Gaviões da Fiel, foi encontrado morto 36 horas depois de ter sido espancado e jogado no Rio Tietê.

Comenta-se que a revanche entre as torcidas culminou na morte ontem.

Duas pessoas vítimas de violência, que não pode ser confundida com o futebol.

Esse caso não é do esporte, é da sociedade.

Uma sociedade que não educa, não tem valores, vive de jeitinhos e de levar vantagem, querendo sempre vencer pela força.

Uma sociedade que forma bandidos, muitas vezes com o conhecimento até dos familiares mais próximos, que nada conseguem fazer para evitar.

E os bandidos que estavam nessas duas confusões, e provavelmente nesta lista deva ser incluído os nomes das vítimas (eu disse provavelmente), não podem ser confundidos com torcedores.

São bandidos, e assim e nesta forma devem ser julgados e punidos.

E se as brigas entre eles são marcadas pela internet, a polícia já deveria ter estruturado equipe de pesquisa para acabar com isso. Hoje com as ferramentas tecnológicas disponíveis, não é trabalho do mais complicados.

Feito isso e depois de todos presos, a pena deveria ser das mais duras possíveis dentro do código penal, pois esse é outro problema nacional ao lado da quase inexistente fiscalização, as penalizações são sempre muito abaixo do que poderiam ser, com base nas brechas da lei, ou ainda em leis extremamente antigas e desatualizadas.

O futebol nada tem a ver com o que aconteceu ontem em São Paulo, ou na sexta em Campinas, ou no dia 1 de Fevereiro de 2012 no Egito.

Isso é um problema policial, e como tal deve ser tratado.

E que não apareçam promotores públicos querendo usar o assunto como trampolim político.

Quantas outras vidas perdidas serão necessárias para nossos governantes abrirem os olhos?

A maior rivalidade paulista da atualidade

Domingo jogam Santos e Corinthians, com transmissão ao vivo na TV aberta.

Esta é, atualmente, a maior rivalidade do futebol paulista.

Atualmente, porque historicamente esse título é do O Derby (ou Derby Paulista).

O Derby é o clássico disputado entre Corinthians e Palmeiras, e foi assim batizado pelo jornalista Thomaz Mazzoni, do jornal A Gazeta Esportiva, em referência à uma das mais importantes corridas de cavalo do mundo, o Derby de Epsom.

No O Derby, quem tem a vantagem é o Palmeiras, com 121 vitórias contra 115 derrotas.

Os outros clássico paulistas são conhecidos como:

Choque Rei, entre Palmeiras e São Paulo, com 101 vitórias para cada lado.

Clássico da Saudade, entre Palmeiras e Santos, com 127 vitórias palmeirenses contra 92 derrotas.

Clássico Alvinegro, entre Corinthians e Santos, com 122 vitórias do Corinthians contra 98 derrotas.

Majestoso, entre Corinthians e São Paulo, com 115 vitórias do Corinthians contra 98 derrotas.

San-São, entre São Paulo e Santos , com 125 vitórias do São Paulo contra 91 derrotas.

Mas, voltando ao jogo do próximo domingo, o que o torna a maior rivalidade da atualidade é a história recente dos dois clubes.

Santos atual campeão das Américas, Corinthians atual campeão brasileiro.

O Santos se reinventou com os Moleques da Vila em 2002, e hoje colhe os frutos da Era Neymar.

O Corinthians, por sua vez, colhe os frutos da gestão Andrés Sanchez, que profissionalizou o Marketing e acertou bem mais que errou nas contratações, e olha que não foram poucas.

Um joga pra frente, para fazer gols. O outro joga recuado, para não tomar.

O Santos é melhor porque tem Neymar e Ganso. O Corinthians é um time mais completo.

Um jogo com leve vantagem para o Peixe, por jogar completo e em casa, na reabertura do Estádio Urbano Caldeira, a Vila Belmiro, aquela que é a Vila mais famosa do mundo.

O único senão fica por conta dos dois terem jogos na quarta pela Libertadores e os técnicos optarem por equipes mistas, o que irá contrariar o desejos dos respectivos presidentes.

E nós, meros torcedores, também queremos equipes completas.

Por que queremos espetáculo, entretenimento e panis et circenses!!!

Flamengo e Corinthians. E o fim das novelas…

O Flamengo se livrou de uma porcaria. Desculpem o termo chulu!

Que fique bem claro aqui que só falo do técnico, nada tenho a ver com a pessoa.

Luxemburgo não é mais profissional do futebol faz tempo. Talvez seja do pôquer, como dizem alguns.

Não deve se lembrar de sua última conquista importante, sempre sai dos clubes pela porta de trás e muito em breve terá 100% de rejeição dos jogadores brasileiros.

Acredito ser esse um caso perdido, daqueles que ficaram no tempo.

Acredito também que, mais cedo ou mais tarde, vai aparecer uma equipe para contratá-lo pagando muito, afinal o futebol é o mundo dos trouxas que se acham espertos.

O Flamengo ganhou, por mais dinheiro que tenha perdido.

Já o Corinthians não demitiu, contratou.

E fez uma contratação que pode ser considerada, no mínimo, discutível.

É fato que o time precisa de um meia que arme o jogo, coisa que nem o Alex, nem Danilo fazem.

Não fazem em boa parte porque não estão bem, mas muito também porque no esquema do Tite joga sempre um aberto e o outro enfiado, ambos recebendo a bola de costas.

Quem arma no time é o Paulinho, e as vezes sobra para o Alessandro ou Fábio Santos.

Isso poderá ser corrigido.

Talvez no futebol brasileiro atual, Douglas e Ganso sejam os únicos que ainda joguem como o 10 antigo, aquele dos passes em diagonal e das enfiadas que deixam o atacante na cara do gol.

Isso por si só justificaria a contratação do meia.

Mas Douglas custou R$3 milhões, tem 30 anos (na verdade fará 30 no próximo dia 18), vem com um contrato de 3 anos, especula-se que receberá um salário de R$300 mil e não tem uma história de cuidados com a forma física.

Ele é conhecido por adorar uma cervejinha. E só estou comentando isso aqui porque afeta sua forma física, pois reforço que vida particular de profissional do futebol não me interessa.

Pela história recente não acredito que chegará bem aos 33 anos.

Foi uma aposta que se der certo será comemorada, e se der errado rios de lágrimas se formarão.

Eu não apostaria, se bem que quando o dinheiro não sai do seu bolso a aposta fica muito mais fácil. Ainda mais no futebol, que apostar vale mais que planejar.

Quanto ao fim das novelas, aquelas chatas que não tem nenhuma Tereza Cristina no elenco, o Corinthians encerrou a dele, conhecida por Montillo.

E o São Paulo encerrou a sua, a do Nilmar.

Ambos perderam qualidade, mas economizaram um bom dinheiro.

E nós, pobres coitados que ficamos esperando o final feliz, vamos dormir mais tranquilos, sabendo que amanhã o nhê nhê nhêm Montillo / Nilmar acabou.

Uma tarde nostálgica

Ontem (17 de janeiro de 2012) fui assistir Corinthians e Primeira Camisa, pela Copa São Paulo Junior 2012.

O jogo foi no Estádio Municipal Alfredo Chiavegato, em Jaguariúna, cidade do interior do São Paulo com 46 mil habitantes.

O jogo terminou 5 X 1 para o Corinthians, mas isso foi o que menos importou.

Cheguei no estádio às 15h, e por ser jogo do Corinthians imaginei que as organizadas já estariam lá.

Que nada, o estádio estava completamente vazio, e aqui completamente não representa exagero algum.

Aos poucos torcedores comuns foram chegando.

Uma moça bonita e bem arrumada. Um moço feio e mal arrumado. Pais com seus filhos. Mães com, pasmem senhoras e senhores, crianças de colo. Idosos. Idosas. As organizadas. Torcedores comuns.

Vale dizer que o estádio é muitíssimo agradável. Limpo, bem sinalizado, com jeitão de novo (a reforma foi bem feita) e muita gente trabalhando para ajudar na organização, pelo menos na área reservada para os convidados da Prefeitura e para a imprensa, onde eu estava (fui com o assessor de imprensa do Primeira Camisa).

Tinha até carrinho de golf como maca, e placa eletrônica de substituição e aviso de acréscimo. Chic no úrtimo!

O jogo foi bem dividido em gols, 3 em cada tempo.

Mas o que mais me chamou atenção foram exatamente os torcedores.

Estavam ali para se divertir.

Passar uma tarde agradável com a família, amigos e conhecidos.

Assistiam o jogo, contavam histórias e estórias. Davam risada.

Teve até um garoto de uns 7 anos que, quando o Corinthians perdeu um gol incrível, soltou um palavrão que ecoou por todo o estádio, da mesma forma que a bronca do pai.

Ao final cada um para seu lado. Uns para o bar da frente, outros para casa, mas todos felizes e satisfeitos.

Sem brigas nem confusões. Como nunca acontece, mas como deveria ser sempre.

A rivalidade é a gozação fazem parte do esporte, evidente. Ganhar e perder também.

Mas o respeito pelo próximo e pela vida está acima disso tudo.

Devemos fazer como antigamente (um tempo que não vivi, apenas ouvi falar).

Vá ao estádio, xingue, grite, ria, divirta-se. Ah, e leve seus filhos.

Os bandidos já tomaram as ruas, não podemos deixar que tomem também as arquibancadas.

Aproveite a Copa São Paulo Junior 2012.

Talvez seja a única forma de você entender o que estou dizendo.

A aposentadoria do Santo

Marcos Roberto Silveira Reis, nascido em Oriente – S. P., no dia 4 de agosto de 1973, anunciou sua aposentadoria do futebol.

Marcos fez toda sua carreira em um único clube, o Palmeiras, onde foi campeão brasileiro, da Copa do Brasil, Paulista, Libertadores, entre outros títulos.

Pela seleção brasileira foi campeão da Copa América, da Copa das Confederações e Campeão Mundial em 2002.

Marcão começou no Palmeiras em 1992 e, entre outros fatos importantes, recusou proposta do Arsenal no ano que disputou a 2ª divisão do brasileirão pelo Palmeiras.

Lá ele substituiria David Seaman, aquele que levou o gol do Ronaldinho na falta/cruzamento em 2002.

Ganharia mais dinheiro e não passaria pelo vexame da 2ª divisão.

Resolveu ficar no Palmeiras, afinal aqui ele já era São Marcos, apelido que recebeu em 1999, depois de ser o principal responsável pela conquista da Libertadores.

Nos tempos modernos é o maior ídolo da torcida palmeirense.

Igual ao Rogério Ceni no São Paulo, mas diferente.

Igual porque Rogério Ceni também é o maior ídolo dos tempos modernos no tricolor.

Diferente porque São Marcos conseguiu um feito impossível no futebol atual.

Ele não tem rejeição das outras torcidas, o que é exatamente o inverso de Rogério Ceni.

E por mais que possa parecer exagero, ele realmente não tem nenhuma rejeição.

E quem escreve isso é um cara que estava no Morumbi nos quatros jogos da Libertadores entre Corinthians e Palmeiras, torcendo para o Corinthians.

Um cara que sofreu bastante com São Marcos naqueles jogos.

Mas, deve confessar, está bem mais triste hoje com o anuncio da sua aposentadoria.

Um jogador sincero, com alma verdadeira, engraçado e autêntico.

O futebol brasileiro perde um ídolo.

O Palmeiras perde, talvez, o maior ídolo de todos.

Um Santo que já me fez rir e chorar.

Obrigado por tudo!